TOP ≈10 – Melhores álbuns de 2015

2015 foi espetacular para quem ama música. Tivemos álbuns excelentes de todos os gêneros, provando mais uma vez que a quarta arte não perdeu a qualidade. Inclusive, despontaram alguns que se tornarão clássicos em seus estilos, como To Pimp a Butterfly.

Esta é a minha lista dos 10 (ou quase isso) melhores álbuns de 2015:

1. Dying Surfer Meets His Maker (All Them Witches) // Fui atraído por esse álbum desde as primeiras notas. Há um quê de místico nele, com a predominância do instrumental e, em precisas aparições, dos vocais com imagéticas religiosas. Foi o que mais conseguiu criar algo além de música e, acreditem!, como soa bem. Rock de primeira!

2. Algiers (Algiers) // A grande surpresa deste ano. É impressionante que a mistura de tantas vertentes sonoras diferentes tenha criado algo tão agradável, ainda que experimental. Post-punk com o fervor do Gospel? Aqui funciona e é quase hipnótico.

3. The Door Behind the Door (The Black Ryder) // O duo australiano criou uma obra polida que mistura Ambient e Post-rock para deixar o ouvinte em estado de transe. A última faixa, (Le Dernier Sommeil) The Final Sleep, é como subir lentamente aos céus.

4. To Pimp a Butterfly (Kendrick Lamar) // Em um ano em que houve outras excelentes gravações do gênero, como Sour Soul (BADBADNOTGOOD & Ghostface Killah), esse álbum está um passo além, liricamente e instrumentalmente falando. Deve sair como o mais comentado e o mais premiado de 2015.

5. So There (Ben Folds) // Tem o frescor e a inteligência de um álbum de Tom Jobim, adaptado para os novos tempos e a um novo estilo. Traz uma refinada mescla de Pop com música erudita, com direito a um Concerto for Piano and Orchestra em três movimentos.

6. Primrose Green (Ryley Walker) // Desta lista, sem dúvida é o que pode ser apontado como o menos original. Soa como Van Morrison e a própria capa lembra Astral Weeks, mas se Ben Folds pode trazer a música erudita, por que Walker não pode trazer o melhor dos anos 60? Primrose Green é deliciosíssimo de se ouvir!

7. Found in Far Away Places (August Burns Red) // É até injusto com o Metal selecionar apenas um representante, quando surgiram VII: Sturm und Drang (Lamb of God), Coma Ecliptic (Between the Buried and Me), New Bermuda (Deafheaven) e tantas outras maravilhas que finalmente me conquistaram para o Death, Trash, Doom etc, e por si são tours de force musicais. Mas, enfim, precisava selecionar.

8. I Love You, Honeybear (Father John Misty) // Se este top 10 tem mais do que 10, a culpa é em grande parte desse álbum. Ele tem uma composição delicada e não é para todos os gostos (não prestei atenção à primeira ouvida), porém acaba crescendo e revelando suas camadas, mais belo a cada vez.

9. Then Came the Morning (The Lone Bellow) // Começa com uma ótima balada e faixa após faixa ele continua com canções incríveis, como se fosse uma compilação de melhores hits. É um álbum para se ouvir, para se abraçar e para se fazer amizade.

10. What Went Down (Foals) / No Cities To Love (Sleater-Kinney) / Sylva (Snarky Puppy & Metropole Orkest) // Não consegui me decidir. Três álbuns incríveis, com três propostas muito diferentes e com músicas com a qualidade lá no alto o tempo todo.

Bônus! Menções honrosas:
Bixiga 70 (Bixiga 70)
A Mulher do Fim do Mundo (Elza Soares)
Sour Soul (BADBADNOTGOOD & Ghostface Killah)
Space is Still the Place (The Bright Light Social Hour)
I Don’t Prefer no Blues (Leo Welch)
Coma Ecliptic (Between the Buried and Me)
New Bermuda (Deafheaven)
Ibeyi (Ibeyi)

Bônus 2! Hors concours (mais do que 2 horas):
Verdi: Aida (Jonas Kaufmann e outros)
The Epic (Kamasi Washington)
The Rose of Roscrae (Tom Rossell)
Interludes for the Dead (Circles Around the Sun & Neal Casal)
Hamilton (Original Broadway Cast Recording)

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