Você deve ter reparado que na lista dos Melhores álbuns brasileiros tivemos muitas estreias, tanto de novos talentos quanto de artistas consolidados buscando projetos solo. Daí as muitas semelhanças entre aquela e esta lista.

As outras 6 seleções que compõem o especial deste ano são: Melhor álbum feminino, Melhor Melhor revelação internacional, Melhor álbum de jazz, Melhor álbum de rock, Melhor álbum de rap, Melhor álbum de pop e Melhor álbum internacional. Todos foram avaliados por seu refinamento estético, seu potencial de receber novas visitas, a regularidade entre as faixas e a expressividade geral da música.

Outros pontos importantes a considerar: eles precisavam estar no Spotify e eu deveria me sentir completamente confortável de recomendar a amigos, não só incluir porque é um artista em destaque. Agora vamos ao que interessa!

 

Top 10 Melhores Álbuns de Estreia Nacional de 2017

Linn da Quebrada – Pajubá10. Linn da Quebrada – Pajubá

Linn conseguiu criar uma identidade concentrada para seu álbum de estreia, algo que tende a passar batido pelos artistas do gênero. Para seu futuro artístico, no entanto, ainda tem muito a explorar liricamente para expandir esse impactante universo dark pop.


Baco Exu do Blues – Esú9. Baco Exu do Blues – Esú

Outro artista que já demonstra potencial e tem muito a ganhar quando alcançar a regularidade em todo o álbum. O que mais me impressionou foi seu lado mais literato, como em “Esú”, com um flow em chamas enquanto faz referências literárias.

Componho pra não me decompor
Poeta maldito perito na arte de Arthur Rimbaud
Garçom, traz outra dose, por favor
Que eu tô entre o Machado de Assis e de Xangô
Soneto de boêmia, poesia, melancolia
Eu sou do tempo onde poetas ainda faziam poesia

 

Letrux - Letrux em Noite de Climão8. Letrux – Letrux em Noite de Climão

Climão de anos 80 e letras provocantes marcam estas baladas agitadas de Letrux. Ela demonstra paciência e total controle sobre as composições para tirar o máximo proveito de cada uma delas, divertindo-nos no processo.


Ekena - Nó7. Ekena – Nó

É fascinante como em mais de 50 minutos de música Ekena não parece se repetir. Claro, as belas letras e os vocais incríveis são uma constante, mas os arranjos sempre se refazem: como balada em “Nó”, metal em “Abismo”, country em “Greatest Liar”, apoteose em “Todxs Putxs” e por aí vai, ainda funcionando em conjunto.

Eu tenho pressa e eu quero ir pra rua
Quero ganhar a luta que eu travei
Eu quero andar pelo mundo afora
Vestida de brilho e flor
Mulher, a culpa que tu carrega não é tua
Divide o fardo comigo dessa vez
Que eu quero fazer poesia pelo corpo
E afrontar as leis que o homem criou pra dizer

Xenia França - XENIA6. Xenia França – XENIA

Com batuque afro mesclado ao pop e uma voz que se adapta a variados ritmos e capaz de reinterpretar hits clássicos como “Respeitem Meus Cabelos, Brancos”, Xenia domina neste primeiro álbum solo.


5. Gragoatá – Gragoatá

O samba desse disco de estreia é digno de nota, especialmente pelos vocais adocicados de Rebeca Sauwen. Todo ele é muito gostoso de se ouvir e bastante completo também, indo da delicadeza de “Café Forte” às distorções eufóricas de “Bloco da Alegria”.


Ego-Kill-Talent-Ego-Kill-Talent4. Ego Kill Talent – Ego Kill Talent

É nosso o maior produto tipo exportação entre as últimas bandas de rock nacionais que surgiram, tanto que despontaram em festivais e shows recentemente. É um som bem formado, pesado e sing-along do começo ao fim. Perdi a conta de quantas vezes ouvi “Sublimated”.


3. Lutre – Apego

Uma grande promessa deste ano, com um som diferente, flertando com o progressivo, e vocais declamados, mas num todo ainda envolvente. “Mudo” e “Graça e Poesia” são bons exemplo disso.

 

E o teu sorriso me trouxe paz até demais
Mas teu jeito livre não me agrada e não me satisfaz
Eu só queria que reparasse em mim
Que deixasse eu ir dormir aí
E que no outro dia me levasse embora
Só depois que não nos suportássemos mais
Depois que não conseguíssemos mais sorrir

 

Rincon Sapiência - Galanga Livre2. Rincon Sapiência – Galanga Livre

Graças a seus momentos formidáveis, em especial às primeiras faixas, Galanga Livre consegue despontar como grande revelação e um álbum acima da média. Não fosse uma sequência bem fraca que quebra o ímpeto lançado em “Crime Bárbaro”, a música mais empolgante de 2017, este lançamento estaria na primeira posição.


Tim Bernardes – Recomeçar1. Tim Bernardes – Recomeçar

Poucas vezes um “olho no olho”, como a capa do disco sugere, consegue ser tão grandioso. Tim nos convida para flutuar em sua intimidade, planando por composições complexamente orquestradas, mas de uma leveza imponderável aos ouvidos. Que talento e que promessa pelo que há de vir!

Gostou da lista? Faltou algum lançamento que você tenha amado? Diga nos comentários!
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