Continuamos a seleção dos melhores álbuns do ano em cada categoria. Depois do Melhor álbum feminino, ainda teremos Melhor estreia nacional, Melhor revelação internacional, Melhor álbum de rock, Melhor álbum de rap, Melhor álbum de pop, Melhor álbum brasileiro e Melhor álbum internacional.

Jazz é um gênero complicado de se avaliar, porque estamos lidando sempre com altíssimo nível técnico. Portanto, os álbuns foram avaliados por seu refinamento estético, seu potencial de receber novas visitas, a regularidade entre as faixas e a expressividade geral da música. Outros pontos importantes a considerar: eles precisavam estar no Spotify e eu deveria me sentir completamente confortável de recomendar a amigos, como fiz o ano inteiro na página do Facebook.

 

Menções honrosas:

Craig Taborn – Daylight Ghosts

Zara McFarlane – Arise

Matt Wilson – Honey and Salt

Hermeto Pascoal & Big Band – Natureza Universal

 

Top 15 Melhores Álbuns de Jazz de 2017

Kneebody - Anti-Hero15. Kneebody – Anti-Hero

Um grande álbum para quem gosta de jazz mais invocado, já que muitas faixas se posicionam com o ímpeto do rock e as guitarras distorcidas, a exemplo de “Uprising” e “The Balloonist”.


Mike Stern - Trip14. Mike Stern – Trip

Se o seu negócio é mesmo guitarra, vai adorar o novo trabalho do lendário guitarrista Mike Stern, que abrange desde uma pegada funky em “Trip” até a doçura do violão em “Gone”.


Chris Thile & Brad Mehldau - Chris Thile & Brad Mehldau13. Chris Thile & Brad Mehldau – Chris Thile & Brad Mehldau

Só o fato de ser Brad Mehldau já é motivo o bastante para ouvir este álbum e o bluegrass de Chris Thile torna a experiência ainda melhor. Grande combinação de estilos!


Ahmad Jamal - Marseille12. Ahmad Jamal – Marseille

Outro excelente lançamento de 2017, de um artista que já marca presença no cenário há mais de 60 anos. Às vezes hipnótico, porém nunca maçante, Marseille é algo bem diferente de se ouvir.


Miguel Zenón - Típico11. Miguel Zenón – Típico

Jazz é isto: o todo tão bom quanto o são suas partes. E Típico revela um entrosamento perfeito entre cada músico, com altíssima qualidade individual e um senso de conjunto ainda muito forte. Sempre que um instrumento ganha uma nova dimensão na música, outro vem em seguida para complementar.


Arve Henriksen - Towards Language10. Arve Henriksen – Towards Language

Dos três álbuns maravilhosos que Arve Henriksen lançou este ano, Towards Language é o mais meditativo e sereno. Ouvi-lo é um ato de contemplação.


Giovanni Falzone Quintet – Pianeti Affini9. Giovanni Falzone Quintet – Pianeti Affini

O mais teatral dos álbuns desta lista. Em diversos momentos, como em “Rosso Marte”, o quinteto adota uma forma quase improvisada da composição e os instrumentos parecem dialogar entre si, com grande entrosamento. Serviria perfeitamente de trilha sonora para um filme noir.


Somi - Petite Afrique8. Somi – Petite Afrique

Você deve ouvi-la em “Alien” se gosta da expressividade dos vocais à la Nina Simone, embora Somi seja uma artista bastante versátil, capaz de ir do dramático ao jazz mais leve e contemporâneo. Marcou presença no Top 15 Melhores Álbuns Femininos de 2017.


Arturo O'Farrill & Chucho Valdés - Familia Tribute to Bebo & Chico7. Arturo O’Farrill & Chucho Valdés – Familia: Tribute to Bebo & Chico

Jazz latiníssimo para quem ama a influência cubana na música. A experiente banda ataca com velocidade e dinamismo, sem nunca perder o pulso do ritmo que dá uma tremenda vontade de dançar junto.


Nicole Mitchell - Mandorla Awakening II Emerging Worlds6. Nicole Mitchell – Mandorla Awakening II Emerging Worlds

Um álbum desafiador ao ouvinte. As melodias não tomam caminhos previsíveis e as letras ganham dimensões de manifesto, mas é bastante recompensador a quem se entrega a elas.


Charles Lloyd New Quartet - Passin' Thru5. Charles Lloyd New Quartet – Passin’ Thru

Foi o melhor álbum de jazz que ouvi no primeiro semestre deste ano. A qualidade do ensemble, a energia da gravação ao vivo e a riqueza de ritmos entre as faixas são impecáveis.


Vijay Iyer Sextet - Far From Over4. Vijay Iyer Sextet – Far From Over

Outra explosão de talentos associada ao grande pianista Vijay Iyer. Um álbum incansável como os de Miles Davis no final dos anos 60, início dos anos 70.


Kamasi Washington - Harmony of Difference3. Kamasi Washington – Harmony of Difference

O saxofonista prova mais uma vez por que tem um lugar garantido no panteão do jazz. Mesmo sem a escala épica do último álbum, que entrou como hors concours na lista de 2015, seu virtuosismo continua presente em um clamor necessário aos nossos tempos.


Cécile McLorin Salvant - Dreams and Daggers2. Cécile McLorin Salvant – Dreams and Daggers

Cécile mais do que canta, interpreta. Ao vivo, então, a apresentação ganha uma energia distinta com espaço para diversas reações do público, até rir. Também esteve no Top 15 Melhores Álbuns Femininos de 2017.


Led Bib - Umbrella Weather1. Led Bib – Umbrella Weather

Você já bateu cabelo com jazz? Pois agora vai! Do post bop até o rock progressivo, Led Bib arrasa a cada momento e não perde um segundo com sons que não sejam absolutamente incríveis. Às vezes é um jazz tão agitado que lembra o hard rock, elétrico e até um pouco “sujo”. É também um dos melhores álbuns deste ano de todos os gêneros.


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