Desta vez vamos fazer algo diferente. Enquanto na lista de Melhor estreia nacional foram incluídos projetos solo de artistas já conhecidos, aqui o inesperado é regra. De quem já esperávamos bons álbuns fica o crédito nas menções honrosas (todos ótimos discos, por sinal).

A seguir, e sem ordem específica, estão os LPs e singles que mais me surpreenderam em 2017 e que definitivamente entraram no meu radar para acompanhar. Vale você ficar de ouvidos atentos também!

Além desta lista, temos Melhor álbum feminino, Melhor estreia nacional, Melhor álbum de jazz, Melhor álbum de rock, Melhor álbum de rap, Melhor álbum de pop, Melhor álbum brasileiro e Melhor álbum internacional.

 

Menções honrosas:

EX EYE – EX EYE

Lost Horizons – Ojalá

Harry Styles – Harry Styles

Jacques Greene – Feel Infinite

 

Top ≈10 Melhores Álbuns de Revelação de 2017

QTY - QTYQTY – QTY

Ao apresentar uma banda para alguém, às vezes é mais fácil recomendar com base nos gostos prévios dessa pessoa; “se você gosta de x, vai gostar de y”. Com relação a QTY, o paralelo é o começo de The Strokes, com aquele indie rock de banda que está saindo da garagem de casa. Este álbum é bem charmoso e saudosista.


Escape-ism - Introduction to Escape-ismEscape-ism – Introduction to Escape-ism

O lançamento mais anos 80 de 2017, com ar retrô e letras provocativas. É perfeito para festinhas dark! Minha favorita é “Rome Wasn’t Burn in a Day”.

So next time you feel like giving in
Next time, you feel you can’t do it again
Next time you think, that it’s all too much
Next time you feel, ugh, I’ve had enough
Just remember what they said
Rome wasn’t burnt in a day

 

Moses Sumney - AromanticismMoses Sumney – Aromanticism

O R&B mais sensual que ouvi em 2017, de uma revelação bastante performática, mas na medida certa. Enquanto contemporâneos como Benjamin Clementine pegam pesado nas pirotecnias vocais – e isso pode criar uma distância entre a emoção da música e o ouvinte, como é para mim –, Moses é mais contido nesse aspecto e estabelece uma conexão mais fluida.


Josin – EpilogueJosin – Epilogue

Descobri por indicação do fantástico compositor Ólafur Arnalds e entendo por que caiu no gosto dele (e no meu). Josin absorve com melodias atmosféricas e doses de experimentalismo que complementam organicamente as composições, como Radiohead nos seus momentos mais delicados. “Midnight Sun” é a que mais me emociona.


Maggie Roggers - Now That the Light is FadingMaggie Rogers – Now That the Light is Fading

23 anos e um grande talento! A jovem compositora indie transita entre o folk e o pop com facilidade e uma voz doce. “Alaska” por enquanto é seu maior sucesso.


IFÉ – ////+////IFÉ – ////+////

A começar pelo nome, este álbum é algo bem diferente. Ele traz uma mistura arriscada de música eletrônica, latina e rap, mas que funciona muito bem. Nesse sentido, causa uma impressão similar à de Ibeyi.


Khalid - American TeenKhalid – American Teen

É uma boa revelação, com uma jornada envolvente sobre a experiência de ser jovem e músicas que animam. Khalid tem potencial para desenvolver composições mais intrincadas, que reflitam sua vivência pessoal. Tente não cantar junto em “Young Dumb & Broke”.

Yeah, we’re just young, dumb and broke
But we still got love to give
While we’re young dumb
Young, young dumb and broke

 

The-Babe-Rainbow-The-Babe-RainbowThe Babe Rainbow – The Babe Rainbow

Meu favorito para a categoria “trilha sonora de festinha de verão”, assim como Woods – City Sun Eater in the River of Light foi no ano passado.


Iglooghost - Neō Wax BloomIglooghost – Neō Wax Bloom

Um frenesi de sons e batidas eletrônicas que vão se sobrepondo sem aviso num dos IDM mais “coloridos” que já ouvi.


Stormzy - Gang Signs & PrayerStormzy – Gang Signs & Prayer

Sólido disco do rapper inglês, que mantém vivo o grime e imprime imediatismo e drama nos versos mais rápidos, mas também tem uma bela voz com um toque de R&B nos momentos calmos.


Lo Moon – This is ItLo Moon – This is It / Thorns / Loveless

Três músicas que encerram perfeitamente a noite, numa atmosfera com um toque dark contrabalançada pelos vocais radiantes que dão vontade de acompanhar. Lembra Elbow e é uma delícia de ouvir.


Phoebe Bridgers – Motion SicknessPhoebe Bridgers – Stranger in the Alps

Por trás da delicadeza de sua voz e do violão suave, as letras guardam socos no estômago, como em “Funeral”. Tocou-me de um modo que não estava preparado e sou grato por essa beleza.


The Huntress and Holder of Hands - AvalonThe Huntress and Holder of Hands – Avalon

O uso de instrumentos de corda clássicos, como violoncelo e contrabaixo, é feito de forma orgânica e cria uma atmosfera única e arrepiante nas músicas.


Ye-Vagabonds-Ye-VagabondsYe Vagabonds – Ye Vagabonds

A maior revelação para mim neste ano. O folk deles é profundo e vale a pena ficar “de ouvido” a partir deste álbum de estreia.



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