Chegou a lista para fechar todos os concorrentes a Melhor álbum internacional. Depois dela não teremos mais surpresas, quer dizer, além dos artistas aqui selecionados.

Até agora já tivemos Melhor álbum feminino, Melhor estreia nacional, Melhor revelação internacional, Melhor álbum de jazz, Melhor álbum de pop, Melhor álbum de rap, Melhor álbum brasileiro. Todos os álbuns foram avaliados por seu refinamento estético, seu potencial de receber novas visitas, a regularidade entre as faixas e a expressividade geral da música.

Claro que haverá discórdias. Eu mesmo fico chateado de ter Robert Plant – Carry Fire como menção honrosa, sendo fã dele, ou nem mencionar All Them Witches, que esteve nos Melhores álbuns de 2015, pois não vejo um retorno constante a eles no futuro.

Outros pontos importantes a considerar: eles precisavam estar no Spotify e eu deveria me sentir completamente confortável de recomendar a amigos, ou mais que confortável: recomendar com empolgação. E se você se empolgar com esta lista, considere indicá-la para seus amigos!


 

Menções honrosas:

Royal Blood – How Did We Get so Dark?
Myrkur – Mareridt
The Used – The Canyon
Broken Social Scene – Hug of Thunder
Steven Wilson – To The Bone
Robert Plant – Carry Fire
The Clientele – Music for the Age of Miracles
Kilbey Kennedy – Glow and Fade
Jen Cloher – Jen Cloher
Happyness – Write In
At the Drive In – in-ter a-li-a
Scalene – Magnetite
Rare – Hundredth
Soen – Lykaia

 

Top 15 Melhores Álbuns de Rock de 2017

Marilyn Manson - Heaven Upside Down15. Marilyn Manson – Heaven Upside Down

Acredite ou não, Marilyn Manson tem um dos álbuns mais “normais” desta lista. Isto é, as letras provocantes e o estilo carimbado dele estão ali, mas a execução é straightforward: um rock possante sem firulas e riffs vigorosos do começo ao fim.


Algiers – The Underside of Power14. Algiers – The Underside of Power

A revelação mais empolgante de 2015 expande seu repertório com o acréscimo de uma instrumentação mais ampla, mantendo o senso de urgência e a influência industrial do primeiro disco. O toque gospel dos vocais de Franklin James Fisher sobre a batida eletrônica cria um efeito surreal, como em “Cleveland”.


Noel Gallagher's High Flying Birds - Who Built the Moon13. Noel Gallagher’s High Flying Birds – Who Built the Moon?

Entrando na polêmica questão de qual dos irmãos lançou um álbum melhor este ano, o projeto de Liam soa mais coeso. Contudo, este é incrível por uma razão diferente: tem uma paisagem sonora mais variada (é mais colorido, digamos assim), embora seja uma viagem mais sacolejante.


King Krule - The Ooz12. King Krule – The OOZ

Estranho, sim, sensacional e cuidadosamente elaborado, com certeza. Seu estilo muito peculiar nunca recai em indulgência, tanto que as faixas são todas curtas, o que confere dinamismo ao álbum. E sempre tem algo acontecendo no fundo para preencher as composições: sons espaciais, cordas, instrumentos de sopro, então você sente que há um propósito por trás dessa loucura.


Liam Gallagher - As You Were11. Liam Gallagher – As You Were

Produção cristalina, baladas potentes e um conjunto coeso tornam a experiência de ouvir As You Were bastante gostosa e animadora. Liam não corre qualquer risco com a sonoridade neste lançamento, mas sabe empacotar hits como ninguém.


The National - Sleep Well Beast10. The National – Sleep Well Beast

Este álbum leva a banda por um caminho muito mais rico de sons, com músicas muito mais preenchidas que em Trouble Will Find Me. É belamente construído, os vocais são claros e dão vontade de acompanhar, basta ouvir uma vez “The System Only Dreams in Total Darkness” para cantar junto.

I can’t explain it
Any other, any other way
I cannot explain it
Any other, any other way

 

Elder – Reflections of a Floating World9. Elder – Reflections of a Floating World

A primeira paulada mais pesada desta lista, em que começam a se destacar talentos individuais pelo virtuosismo. O grande feito de Elder é manter a complexidade instrumental das partes a serviço do conjunto – as músicas crescem ou decrescem harmoniosamente, embora seja possível identificar o que cada componente está fazendo no momento, portanto méritos também para a clareza da produção.


DragonForce - Reaching Into Infinity8. DragonForce – Reaching Into Infinity

Uma coleção impecável de instrumentais de um grupo que conquistou o status de ícones de power metal graças à intensidade das faixas e à variedade entre elas, com começos e fins de cada uma bem demarcados, além de variações no percurso. Reaching Into Infinity jamais torna-se tedioso ou mesmo fatigante, apesar de contar uma hora de pura velocidade.


The War on Drugs – A Deeper Understanding7. The War on Drugs – A Deeper Understanding

Outra banda que expande o universo sonoro do disco anterior. Agora a guitarra ainda mais distorcida e os sintetizadores mais radiantes levantam o astral das canções de uma forma quase criminal, pois transformam temas pesados em delícias de se ouvir. Só mergulhando nas letras para ter-se um entendimento mais profundo, como o nome indica.


Fleet Foxes – Crack-up6. Fleet Foxes – Crack-Up

De todos os lançamentos que flertaram ou foram decididamente folk rock, nenhum resultou em algo tão sofisticado quanto Crack-Up. A complexidade das construções e detalhamento dos arranjos remetem ao pop barroco e a cada ouvida você descobrirá novos elementos na música, ou pode ouvir despretensiosamente apenas para aproveitar uma boa música. Minhas faixas favoritas são “Kept Woman” e “If You Need To, Keep Time On Me”.


Brand New – Science Fiction5. Brand New – Science Fiction

Deixe que este disco leve você para uma viagem e não se arrependerá. O que começa em um tom íntimo, confessional até, em “Lit Me Up”, ganha embalo nas músicas seguintes até chegar à apoteose no final de “137” e completar o círculo no shoegaze de “Batter Up”. Apesar do sentimento de amargura pelo que parece ser o fim da banda, Science Fiction é a melhor forma possível de se despedir do público.

In the end, we weren’t much
With the hollow space
Shrank down inside of all of us
For the good
Of all men
Hold me down
Underwater and don’t let me up again

 

Trivium – The Sin and the Sentence4. Trivium – The Sin and the Sentence

A paulada de todas as pauladas e um espetáculo de virtuosismo de todas as partes. O duplo vocal (gutural e melódico) oferece o melhor de dois mundos do metal, mas a verdadeira estrela deste lançamento é o baterista Alex Brent. Não há limite aparente para o que ele pode fazer e ele está sempre fazendo algo diferente e incrível a cada instante.


Benjamin Booker – Witness3. Benjamin Booker – Witness

É um pequeno milagre a voz de Benjamin Booker, peculiarmente rouquenha, funcionar em um álbum inteiro e ainda ser charmosa. O que acontece em Witness é a criação de toda uma identidade em torno dessa faceta do artista, que não só o envolve em guitarras “sujas” e uma bateria invocada, como em “Right on You” ou “Off the Ground”, mas complementa cada composição com belos instrumentais retrô, seja cordas, seja o coro, seja o piano, portanto Benjamin nunca parece deslocado, e sim recolocado em um universo próprio.


Landlady - The World Is a Loud Place2. Landlady – The World is a Loud Place

Identidade também é um elemento predominante do segundo lugar. Este foi um dos primeiros álbuns que ouvi em 2017, então tive bastante tempo de pensar a respeito e ponderar qualquer impressão inicial. Contudo, quanto mais o ouço, mais considero o projeto forte e coeso. As músicas por um lado têm estruturas complexas e tomam caminhos inesperados, enquanto por outro são acessíveis, cativantes e de uma produção superpolida. “Nina”, “The World is a Loud Place” e qualquer outra faixa são exemplos dessa cristalização do som.


Foxygen - Hang1. Foxygen – Hang

Logo em janeiro, já era um dos meus favoritos a melhores discos do ano. Ele tem uma clareza na mixagem que é muito difícil de encontrar hoje em dia, lembrando muito as gravações dos anos 60/70. Seu instrumental é rico em sopros, cordas, piano etc. e esse ar meio Broadway transforma Hang em um espetáculo imprevisível e exuberante, mantendo-se sempre em movimento, mas ainda oferecendo perfeitos sing-along, como em “Follow the Leader” e “America”.

If you’re already there, then you’re already dead
If you’re living in America, whoa
Our heroes aren’t brave, they’ve just got nothing to lose
Because they’re all living in America


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