Chegou o momento decisivo! Depois de ouvir quase mil álbuns, 13.000 faixas e 55 dias de música em 2017, aqui estão os lançamentos favoritos do Clássicos Universais.

Todos os álbuns esta lista já foram mencionados nos seus respectivos gêneros, Melhor álbum feminino, Melhor estreia nacional, Melhor revelação internacional, Melhor álbum de jazz, Melhor álbum de pop, Melhor álbum de rap, Melhor álbum de rock, Melhor álbum brasileiro. Eles foram avaliados por seu refinamento estético, seu potencial de receber novas visitas, a regularidade entre as faixas e a expressividade geral da música.

Outros pontos importantes a considerar: eles precisavam estar no Spotify e eu deveria me sentir completamente confortável de recomendar a amigos, sem ceder apenas por ser um artista conhecido.

Curtiu? Divulgue a lista para estas dicas chegarem a mais pessoas. Mudaria alguma coisa? Deixe sua opinião nos comentários. Agora, vamos direto ao ponto!

 

Top 10 Melhores Álbuns de 2017

Ulver – The Assassination of Julius Caesar10. Ulver – The Assassination of Julius Caesar

A faixa “Rolling Stone” para mim é a que melhor representa este lançamento. Ela se dá tempo de fluir naturalmente, explorando a evolução do ritmo, e os vocais só entram depois de dois minutos, num refrão viciante. A seguir, em “So Falls the World” continua a exploração do conceito de decadência ao longo da história da humanidade, lembrando o poema “Ozymandias” de P. B. Shelley. É impressionante como a banda se reinventa a cada álbum (os álbuns de folk e metal deles são igualmente incríveis) e sempre acertam. Por isso esteve nos melhores álbuns de pop.


Kendrick Lamar - DAMN.9. Kendrick Lamar – DAMN.

Ainda que seja uma obra imperfeita, os melhores momentos de DAMN. revelam por que Kendrick é o grande rapper da atualidade. A virada da batida em “DNA.”, a completa franqueza da letra em “FEEL.” e o mega hit “HUMBLE.” compensam faixas mais fracas como “LOYALTY.” e “LOVE.” para levar o artista direto ao topo de melhores álbuns de rap de 2017, mas na totalidade do álbum ficam esses saltos durante o trajeto.


Cécile McLorin Salvant - Dreams and Daggers8. Cécile McLorin Salvant – Dreams and Daggers

Cécile mais do que canta, interpreta. Ao vivo, então, a apresentação ganha uma energia distinta com espaço para diversas reações do público, até rir. Também esteve no Top 15 Melhores Álbuns Femininos e no Top 15 Melhores Álbuns de Jazz.


Lorde - Melodrama7. Lorde – Melodrama

Cedo ou tarde eu teria de render-me aos encantos de Lorde. É impressionante o que ela está fazendo em sua idade e Melodrama é definitivamente um dos melhores álbuns de pop deste ano, com músicas bastante elaboradas, bem resolvidas e íntimas, sem abrir mão do apelo às massas. Com isso também esteve entre os melhores álbuns femininos.


Benjamin Booker – Witness6. Benjamin Booker – Witness

Este veio dos melhores do rock. É um pequeno milagre a voz de Benjamin Booker, peculiarmente rouquenha, funcionar em um álbum inteiro e ainda ser charmosa. O que acontece em Witness é a criação de toda uma identidade em torno dessa faceta do artista, que não só o envolve em guitarras “sujas” e uma bateria invocada, como em “Right on You” ou “Off the Ground”, mas complementa cada composição com belos instrumentais retrô, seja cordas, seja o coro, seja o piano, portanto Benjamin nunca parece deslocado, e sim recolocado em um universo próprio.


Susanne Sundfør - Music for People in Trouble5. Susanne Sundfør – Music for People in Trouble

Vez ou outra, descobrindo novos álbuns, encanto-me pelo retrospecto de alguma artista. E Susanne é uma preciosidade, uma das compositoras mais originais que estão produzindo, e produzindo impecavelmente novos sons a cada álbum. Ela mescla pop com folk, mas um folk quase clássico, parecendo um madrigal, que a torna bastante difícil de classificar. Na sua parte mais clássica,  “Mountaineers” encerra mais este espetáculo dela.


Landlady - The World Is a Loud Place4. Landlady – The World is a Loud Place

Este foi um dos primeiros álbuns que ouvi em 2017, então tive bastante tempo de pensar a respeito e ponderar qualquer impressão inicial. Contudo, quanto mais o ouço, mais considero o projeto forte e coeso. As músicas por um lado têm estruturas complexas e tomam caminhos inesperados, enquanto por outro são acessíveis, cativantes e de uma produção superpolida. “Nina”, “The World is a Loud Place” e qualquer outra faixa são exemplos dessa cristalização do som.


Led Bib - Umbrella Weather3. Led Bib – Umbrella Weather

Você já bateu cabelo com jazz? Pois agora vai! Do post bop até o rock progressivo, Led Bib arrasa a cada momento e não perde um segundo com sons que não sejam absolutamente incríveis. Às vezes é um jazz tão agitado que lembra o hard rock, elétrico e até um pouco “sujo”. É também o melhor álbum de jazz deste ano.


Lucy Rose - Something's Changing2. Lucy Rose – Something’s Changing

Vou colocar assim: quase cada faixa deste álbum é uma pedra preciosa e as poucas que não são ainda têm mais quilates que 99% das composições deste ano. Something’s Changing é o que há de mais cristalino em 2017 e eu morri de amores por ele, tanto que liderou a lista dos discos femininos.


Foxygen - Hang1. Foxygen – Hang

Logo em janeiro, já era um dos meus favoritos a melhores discos do ano. Ele tem uma clareza na mixagem que é muito difícil de encontrar hoje em dia, lembrando muito as gravações dos anos 60/70. Seu instrumental é rico em sopros, cordas, piano etc. e esse ar meio Broadway transforma Hang em um espetáculo imprevisível e exuberante, mantendo-se sempre em movimento, mas ainda oferecendo perfeitos sing-along, como em “Follow the Leader” e “America”.


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